terça-feira, 30 de julho de 2013

isto não sou eu

Carreguei demais minhas amarguras a ponto de não ter braços para segurar as alegrias.
Hoje caminho sozinho, não tão sozinho como gostaria mas nem acompanhado de quem sonhei.
Tracei um caminho torto, íngreme, cheios de obstáculos que eu mesmo construí.
Pisei por flores, não me importava a beleza, a ternura, apenas a força.
Queria deixar minha marca, meu legado, mas a troco de quantas lagrimas???
Hoje vejo minha historia que não é contada pouco menos lembrada, não teve importância alguma.
Para os que fiz mal a vida se encarregou de recupera-los, aos que feri vieram as cicatrizes.
A mim resta apenas carregar os porquês??? As duvidas...
E se tivesse parado pelas flores? E se tivesse me entregado a amores?
E se tivesse usado unicamente a caridade?
Hoje sou um fragmento, um resto de mim perdido, sem legado, sem historia, sem nada.
Apenas o peso amargo de um coração vazio, uma vida sem fé.

colheita.

Chegou de mansinho feito brisa de outono.
Acanhada, miudinha...
Com suas cores únicas, seu ar úmido, seu som astral.
Foi chegando como uma estação que finda para outra começar.
Balançando tudo feito roupas no varal.
Despertando sensações como abrir de flores.
Preencheu, coloriu, germinou.
Agora é se deliciar com a colheita.
Colher devagar apreciando o bem, a amizade, o amor.
Apreciar o que plantamos na caridade e colhemos na esperança.