terça-feira, 30 de setembro de 2014

Calendário emocional

São tantos calendários, vivemos dentro deles, viemos para construí-los.
Calendários lunares, anuais, de mesa, maya, solar, estações do ano, equinócio, era cristã e por ai vai.
Mas  já parou para folhar seu calendário emocional?
Calendário que serve a uma unica pessoa, onde os dias não tem ordem crescente ou decrescente, os números se existem se embaralharam na mais perfeita ordem.
Um calendário onde o passado e o presente se misturam ao futuro, onde lembrar nos alimenta para um novo inicio, um novo folego. Um calendário onde simples datas viram feriados para alma, que descansa nos fios lembranças, feriado este que faz o coração parar por instantes enquanto passeia pelos sonhos, desejos.
Um calendário onde cabem muito mais que 365 dias, 12 luas cheias.
O meu calendário esta com 516 luas cheias, muitos mais de mil e uma noite, milhares de por de sol, rios de lagrimas, mar de risos.
Adoro folhar meu calendário e ver como construí cada dia, semana, mês, ano, com dias alternados, meses que se repetem, festas que não se acabam, amigos que sempre chegam.
Viajar neste calendário e vivenciar a divina experiencia de sentir a alegria do aconchego dos avós, ouvir as doces canções que minha mãe cantava e as lições que meu pai explicava, é espiar os presentes colocados em baixo da arvore de natal e sentir o cheiro único que este dia tem.
E sentir o mar lamber as pernas nos dias frios das ferias de julho, ouvir o barulho de nossas risadas quando a primaiada se reunia.
Folhar este calendário emocional é maior premio que nos presenteamos, deixando ali marcado somente os dias, os sonhos, as pessoas que nos fazem bem.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Só Por Vontade

Tantas duvidas, tantos medos, tantos sonhos...
Fica a pergunta, se tudo é vontade de Deus, onde cabe minha?
Vontades bobas, toscas, pequenas e grandes, onde ficam, pra onde vão?
Tantos medos, já nascemos com o relógio contrario, cada dia que vem é um dia a menos.
Vamos colecionando conhecimentos que nada valem ao final, não temos tempo hábil para usa-los.
Quais sementes deixamos? O que de fato ensinamos? O que sou?
Tudo é mudança, cada noite uma lua diferente, sendo que ela é unica, acordo cada dia de um jeito, mas continuo a ser eu....
O caminho é sempre o mesmo, mas as arvores não.
Tudo muito confuso.
E esta confusão acaba por deixar sonhos pelo caminho, pelo peso ou pela loucura que ele representa, outras porque mudamos e deixamos de acreditar naquele sonho e ai o sonho fica lá perdido, ninguém encontra, e não volto para resgata-los,
Quero uma mão estendida, uma voz calorosa que me diga, vem te guio, te protejo.
Quero uma canção bela, cheia de filosofia, com forte refrão, com versos sem querencia mas que o coração entenda, só isso interessa.
Quero romper meus medos, meus sonhos, meus dias.
Todo fim é um começo, isso já aprendi, esta é a prova que nada tem fim, nada acaba, somos infinitos dentro deste corpo.
Somos estrelas, lua, sol, flores, música, sou calor.
Talvez depois de todos os medos, sonhos, alegrias, tristezas, inícios, fins, vontades minhas e Divinas eu recolha tudo pelo caminho e coloque neste corpo outra vez.
Só por diversão, só por vontade.........



domingo, 14 de setembro de 2014

Palavras

Palavras...
Tão simples ato, falar. Tão difícil realizar.
As palavras são fartas na mente, frase são articulas e testadas e nossa memoria em um monologo perfeito, então por que é tão difícil dize-las????
Elas desaparecem como mágica quando mais necessitamos e fica tão fácil escrever....
Porque o olho no olho dói tanto, causa tanto medo?
O medo das palavras, medo de não se fazer entender, medo de ser entendida e não ser correspondida, medo da palavra certa na hora errada ou palavra errada na hora certa.
Falar, ato de verbalizar as palavras tão bem elaboradas em nossa mente, tantas vezes testadas em conversas imaginarias e quando mais necessitados nos expressar elas não saem, se calam em um silêncio imperdoável, silêncio eterno.
Silêncio este que nos faz prisoneiros dentro de nós, incapazes de quebrar a barreira do som.
A palavra lançada mostra nossa fragilidade de não poder voltar atras, não tem volta.
O que verbalizo é uma prova, uma atitude que não sera mais esquecida.
O falar tem o poder de construir, destruir, fazer feliz ou infeliz.
A palavra é uma arma perigosa e todos nós estamos munidos ate os dentes, uns a usam para ajudar, outros para enganar e muitos como eu para se calar.
Até onde vale a pena guardar as palavras??? Até onde é saudável? É maduro? É normal?
Até onde podemos ir em silêncio??
Já li que Ó silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo" George Bernard Shaw, nem sei quem é...
Mas também já li 'A maior revelação é  silêncio" Lao Tzu, também não sei quem é...
Isso não ajuda em nada, para quem não sabe verbalizar as palavras, só confunde mais.
Ter o dom da palavra ou a sabedoria de ouvir???
Saber ouvir talvez seja mais importante que saber falar, ouvindo, percebendo nosso redor podemos ajudar como for a quem for...
E para ajudar não precisamos falar e sim agir.
Falar ou não falar eis a questão.