segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Este é o lugar.

Deixem a luz entrar primeiro.
Agora entrem, pois este lugar é de vocês.
Lugar de mesa farta, sono tranquilo, amor seguro.
Lugar que sempre cabe mais um amigo.
Lugar que família não falta.
Lugar que também tem a saudades que custa passar.
Lugar de abraços apertados, beijos roubados.
Este é o seu lugar que você guardou para mim.
E hoje se torna nosso.
Lugar este em construção diária.
Lugar onde tudo se junta e chamamos de lar.
Lugar que a luz sempre entrará primeiro...


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fosse como fosse.

Bem, ai vai um história de como um pássaro cheio de magia vira um pássaro comum.
Ele adorava voar, desenhar o céu, deixar suas cores nas nuvens, preencher cada espaço com seu som.
Era forte e nenhum vento contrário o derrubava ou fazia com que muda-se seu rumo.
Ele pescava o que fosse; alimentos, sonhos, sorrisos. Ah! quantos sorrisos.
As pessoas paravam para admirar sua beleza, sua determinação, seu canto inspirador.
Ele sempre ajudava a todos, seja pássaro, gente, inseto, pedra.
Sim as vezes ele ajuda as pedras saírem do lugar para não chorarem sua eternidade sem ver o mar ou os campos verdes.
Um pássaro amado e especial, pelo menos era assim que se sentia.
As vezes tentavam feri-lo, umas conseguiam outras não.
Chegava a ter raiva mas logo passava pois o amor em seu coração era maior.
Sua fé na beleza e na alma eram fortes.
Mas em algum momento ele entendeu tudo errado, sempre entendeu tudo errado.
Lhe deram um flor e ele não cabia em si de tanta alegria em saber que era especial.
Amargo engano...
Lhe deram abrigo e comida e ele se sentiu acolhido e protegido das feridas.
Amargo engano...
Sentiu tanta dor que não conseguia mais voar.
Seu conto secou.
Ele se recolheu em suas assas e se sentiu aquecido.
Ficou ali sozinho olhando o mundo desfilar a vida passar.
Ficou vazio, não queria a morte mas desejou que a dor parasse.
Fosse como fosse.





sexta-feira, 10 de março de 2017

Sal

Foi criança alegre, sonhadora, arteira, criança de luz.
Se armou, aprendeu a sangrar, lutar, sobreviver.
Cresceu e foi viver.
Na beira do mar viu tanta beleza que deixou na areia suas armas.
Colocou uma flor no cabelo e banhou-se de desejos.
Se entregou foi feliz.
Esqueceu que a água não é doce e os olhos choraram seus sonhos.