E mais um dia começou, sem alarde, sem urgências, sem a pretensão de se iniciar.
Tudo se movia lentamente, pensamentos, desejos, respiração, vento, os pássaros, até os pássaros voavam lentos em seu balé desenhando um céu sem nuvens...
As palavras brotavam dentro de si como sempre as fizeram, desta vez não era possível segura-las no papel, estavam pesadas.
Elas vagavam em câmera lenta, bem devagar, mas era impossível organiza-las e fazer delas reféns em sua escrita.
Passavam, minutos, horas, palavras, ideias, inspirações, conspirações e a vida ia, seguia, sem parar, sem pressa de chegar, sem anseio para acabar.
Sonhos, sentidos, desejos, anseios, tudo misturado, entrelaçado em um emaranhado de "nada", um vazio sem fim preenchido de tantas coisas, de tanta vida, de tanta vontade.
A brisa chega mansa, avisando que ainda há movimentos, o jogo não está ganho, talvez nunca estará, mas não está perdido, talvez nunca estará.
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